12 de junho de 2010

Lodjong XVI

16) Lodjong: Bodhicitta relativo (O egoísmo inteligente)
Homenagem à imensa Compaixão
A prática principal: cultivar bodhicitta
Cultivar bodhicitta relativo
IV – BODHICITTA RELATIVO
O egoísmo inteligente
Para abordar a prática de tonglen, é desde já importante ver como é que nós funcionamos habitualmente.
No nosso estado de espírito habitual, temos um certo território que constitui o domínio do nosso ego: eu e o que é meu.

Desenvolvemos uma atitude extremamente proteccionista: tentamos evitar a intrusão de factores inoportunos, indesejáveis e conservar no interior tudo o que é bom.
À priori esta atitude é de facto lógica e normal mas, à força de nos ressegurarmos, de açambarcar, de possuir, de nos defendermos, embrenhamo-nos em todos os tipos de lutas e criamos por fim o nosso mal-estar.
Falhamos completamente o nosso propósito inicial que era o de encontrar a felicidade e criamos a nós mesmos todo o tipo de problemas.
É normal estarmos à procura da felicidade e, de uma forma explícita ou implícita, estamo-lo todos, mas o dharma sugere-nos que procuremos a felicidade de uma forma inteligente, isto é abandonando as lutas, as atitudes agressivas e as paixões do ego.
Ultrapassar as nossas tendências egóticas para encontrar uma felicidade profunda implica transformar a nossa atitude egocentrada. A vontade do ego, as suas tendências são, em última análise, as fontes dos nossos sofrimentos.
Verificamos que é nessa direcção que podemos encontrar o que traz felicidade tanto para nós próprios como para os outros. Estas atitudes egóticas, para além de serem a fonte dos nossos próprios problemas, aferem ainda criar problemas aos outros, pois são eles que sofrem a expressão das nossas paixões.
(Continua…)  

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