23) Lodjong: Bodhicitta relativo (Máxima 9)
Homenagem à imensa Compaixão
A prática principal: cultivar bodhicitta
Cultivar bodhicitta relativo
9 – Incita-te no rapel[1] em todas as actividades treinando-te pelas palavras.
c) Entre as sessões sentadas
IV – BODHICITTA RELATIVO
«Incita-te no rapel em todas as actividades treinando-te pelas palavras.»
Ao nível do coração-espírito desperto relativo, a noção de rapel, de volta à experiência, está associada à respiração.
Já falámos da respiração enquanto mediador entre o espírito e a experiência, entre o corpo e o espírito.
A respiração, na maioria das práticas espirituais, é o suporte, a ferramenta electiva, privilegiada de uma prática. Está sempre connosco, está com todos os seres vivos e tem essa posição central no coração da experiência do corpo e do espírito. Ela está no coração da vida.
Assim praticamos a troca associada à respiração.
Há ainda um nível mais preciso de rapel, que consiste em utilizar uma forma particular da respiração que é a voz, a palavra. Tal é a utilização da palavra como rappel… e algumas vezes ainda mais longe: como mantras. Aqui, associamo-nos simplesmente a uma expressão vocal, falada, a aceitação e o dom.
Uma palavra é uma materialização da respiração apoderada pelo mental.
O nosso mental apodera-se das nossas palavras, articula-as e utiliza-as.
Um rapel verbal é uma forma de utilizar o poder do mental ao serviço do despertar. Como o mental funciona e dá voltas, assim como vem para nós.
Assim, injectamos nele palavras boas que podem servir de rapel, de desencadeador, de mensagem para a experiência. Há muitas fórmulas. Uma delas é: «Ganho e vitória para os outros, perda e culpa para mim.»
Estas palavras infiltram o nosso mental, trazemo-las connosco, são uma espécie de lengalenga, de refrão que trazemos connosco como lema…
Estas palavras vivem em nós e reconduzem-nos à experiência, são um rapel para a experiência, todo o tempo.
É também nesta perspectiva que algumas vezes afixamos um poster como o do Treino do espírito.
(Continua…)
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