7 de maio de 2010

Lodjong XI

11) Lodjong: A prática principal (máxima 4)
Homenagem à imensa Compaixão
A prática principal: cultivar bodhicitta
Cultivar bodhicitta absoluto
a)            Durante as sessões sentadas

4 – Mesmo o que já foi remédio auto-liberta-se.
III – BODHICITTA ÚLTIMO (continuação)
«Deixa a liberdade libertar-se de si mesma.» «Deixar os remédios libertarem-se de si mesmos.» Ou ainda: «O remédio liberta-se de si próprio.»
Todas as considerações que utilizámos para chegar à experiência de não-concepção, paremos de as conceber. Temos necessidade de concepções para realizar o para lá das concepções mas por fim é necessário abandonar as concepções, tendo elas sido antídotos. Senão as concepções continuam indefinidamente e tornam-se o obstáculo à não-concepção. Este «abandonar» é um desapegar radical, ranbap em tibetano.
A prática mais profunda de bodhicitta último requer que as produções mentais, utilizadas num primeiro tempo como remédios, por sua vez se apazigúem; pois enquanto o espírito funcionar nas suas concepções, está numa experiência dualista.
Por antídoto, entendemos os diferentes meios, os diferentes métodos usados precedentemente. Num primeiro tempo, consideramos o que nos aparece como projecções, depois consideramos a insubstancialidade do observador.
Estas considerações são um remédio para a nossa percepção habitual na qual vivemos o mundo exterior assim como nós mesmos, como sólidos, como existindo realmente. Depois, esses remédios devem eles próprios ser ultrapassados numa atitude de descontracção e de abandono. Abandonamos até a consideração de remédios, deixamo-la a ela mesmo dissolver-se.
(continua…)

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