13) Lodjong: A prática principal (máxima 6)
Homenagem à imensa Compaixão
A prática principal: cultivar bodhicitta
Cultivar bodhicitta absoluto
b) Entre as sessões sentadas
6 – Entre as sessões: sê pessoa transparente
III – BODHICITTA ÚLTIMO (continuação)
A ideia aqui é, entre as sessões de meditação, aprender a conservar a experiência descoberta durante a sessão. Trata-se de descobrir uma continuidade de experiência que vá no sentido da integração da experiência meditativa fora das sessões… e, pouco a pouco, mesmo de uma dissolução do limite entre a meditação e o pós meditação.
Nestes períodos de pós meditação, de «entre sessões», conservamos a experiência de bodhicitta último ajudamo-nos a isso considerando tudo como «seres de ilusão». As nossas experiências mantêm-se conformes à nossa vivencia habitual, mas reconhecemos nelas a qualidade da ilusão; elas são assim livres da fixação que lhes fazemos habitualmente apreender como sendo reais e sólidas.
Há sempre acuidade e discernimento, mas sem essa fixação. É como se o que nós percebemos fosse exteriormente semelhante a um sonho reconhecido como tal.
Esta estância é também traduzida algumas vezes por: «Entre as sessões tudo é considerado como fantasma.» Entre as sessões de meditação, tudo é considerado, tudo é contemplado como fantasma. Não interpretemos mal. Não entramos num mundo animista povoado de espíritos. A noção de fantasma aqui é a de seres transparentes.
O fantasma tem um corpo transparente e se tentamos agarrá-lo, ele desaparece entre as nossas mãos. Se lhe atirarmos um projéctil, o seu corpo não o pára. Não é tocado. O fantasma não é atingido pelos golpes e o seu corpo não oferece resistência: não há nada que o atinja nem que o demova pois tudo lhe passa ao lado.
É esta ausência de resistência, esta permeabilidade que nos leva a estes instantes de bodhicitta último na vida quotidiana, não importa quando.
(Continua…)
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